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Disclaimer

O fim de 2016 – que ano, pessoas! – está próximo. Com isso, vêm as férias para quem é de férias, o recesso para quem é de recesso, o verão para quem é de verão, as viagens para quem é de viagens. Se você está pensando em viajar nos próximos meses e está sem destino, a Balloon resolveu dar aquele auxílio maroto, elaborando uma série de postagens nas quais compartilhamos alguns destinos testados AND aprovados pela mina desta parceria.

Antes de apresentar o primeiro destino, vale esclarecer que:

Os textos são sobre experiências pessoais. Vale dizer que eu, Gleide, tendo a viagens mais roots, amo-sou praia { isso ficará bem óbvio }, conforto para mim é ter uma cama limpa pra descansar o corpinho e um chuveiro gostoso. No mais, gosto de conhecer pessoas, explorar os lugares a pé, conversar com os locais e, se possível, pegar o ônibus de linha e explorar o que for possível dos locais por conta própria.

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Dois mil e doze foi um ano de recomeços. Após anos como secretária e uma rápida passagem pela educação, passava a atuar como prestadora de serviços para uma organização da sociedade civil – que a maioria conhece como ONG -, o que me proporcionou novos aprendizados e outras formas de enxergar o mundo.  Hoje considero que há quatro anos minha visão sobre viver em sociedade era bem limitada.

~ hashtaggleidereflexiva ~

Sendo aquele ano tão especial, desejei finalizá-lo conhecendo um lugar que sonhava visitar há anos: Morro de São Paulo, na querida Bahia, estado amado que não tinha o privilégio de minha presença { risos } desde o fim da década de 90.

Morro fica na Ilha de Tinharé, que pertence ao munícipio de Cairu. Chega-se lá partindo de Salvador, em uma viagem que pode durar de 25 minutos (aérea) a 3h30 (marítimo-terrestre).

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Transporte e hospedagem

Das opções existentes para chegar lá, optei pela marítimo-terreste, fechada com a Cassi Turismo (que segue operando). O bom da minha opção é que segui com eles desde o desembarque no aeroporto de Salvador até colocar os pesinhos em Morro. Para voltar, o mesmo. A viagem, considerando que eu saí do aeroporto com eles, foi de aproximadamente cinco horas – estava tão cansada, que dormi quase todo trajeto.  As outras possibilidades: alugar um táxi-aéreo (caro, para mim) ou ir de catamarã (correndo o risco de enjoar).

Minha opção de hospedagem foi por hostel – fiquei no Hostel e Pousada Escorregue no Reggae -, pois as pousadas e hotéis eram caríssimas para uma viajante que ia sozinha. Não me arrependi: conheci pessoas divertidas e fiz amizades que perduram até hoje.  A Pousada é credenciada na rede Hostelling International. Porém, se você prefere outras opções, há pousadas, hotéis e resorts em Morro.

Morro de saudades

Sou aquela pessoa da turma que prefere curtir o dia na praia e em passeios. Noites são feitas para comer, talvez beber a última caipirinha do dia e dormir para repor a minha energia. Mas, não tema, pois Morro de São Paulo é um destino que atende a tribo do dia e a da noite, viajantes que querem sossego e aos que desejam badalação, turma de amigos e famílias. E pessoas que viajam sozinhas, abertas às experiências que poderão viver.

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Não há veículos em Morro de São Paulo, assim o deslocamento é a pé ou de barco. As praias são lindas e de água morna, chegando a quente nas altas temperaturas. Chinelo para andar na areia é indispensável nos horários de sol mais forte. E as praias são para todos os gostos:

  • Primeira Praia ~ saída de passeios e chegada da tirolesa. Poucas pessoas ficam por lá.
  • Segunda Praia ~ é a mais movimentada, onde ficam os quiosques e restaurantes – há restaurantes no centrinho também. Por volta das 18h00 fica mais sossegada. Alguns poucos quiosques permanecem abertos, os restaurantes também e no deck são montadas barracas repletas de frutas que vendem bebidas.
  • Terceira Praia ~ um trechinho com restaurantes, pesca, saída de passeios. Quase some quando a maré sobe.
  • Quarta Praia ~ extensa e tranquila. Meu local preferido. Quiosques no começo, depois são mais raros.
  • Quinta Praia ou Praia do Encanto ~ areias finas, manguezais, sossego e muita beleza. Exige uma boa caminhada – vale descobrir se há passeios para lá; acredito que sim.
  • Praia da Gamboa: fiz trilha para ir, pois estava a meia-hora do hostel no qual me hospedei. Comi o melhor feijão da vida lá. Voltamos duas vezes por conta disso.

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Assistir ao pôr-do-sol é um programa tradicional. É possível assistir de alguns hotéis. Eu vi na na Fortaleza de Tapirandú e na Praia da Gamboa – assisti parte lá, parte no barco voltando para a Morro. Há locais, como a Toca do Morcego que preparam o local, com música ambiente para quem deseja beber e comer algo, enquanto aprecia a despedida diária do Astro Rei em seu lounge.

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No fim do ano, a cada noite ocorrem diferentes festas, o que me fez lembrar Porto Seguro no fim dos anos 90 – ainda é assim? Fui apenas na festa da Toca do Morcego, que era de samba.

Na Segunda Praia, a noite, além dos quiosques e restaurantes abertos, barracas decoradas com frutas são montadas no deck e vendem batidas, caipirinhas e outras bebidas à base de frutas.

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Morro de São Paulo é um desses locais para os quais volto fácil. Considero que a logística para chegar compensa com a beleza e a tranquilidade do destino. Sim, a vila fica lotada a partir do penúltimo dia do ano para voltar a ficar tranquila na tarde do primeiro dia de janeiro.

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